SÃO JOÃO DEL REI, 24 de novembro de 2025
A última sexta-feira (24/11/2025) marcou um capítulo importante na defesa da saúde mental na região. O 1º Fórum Popular de Saúde Mental, realizado com o tema Luta Antimanicomial, mobilizou dezenas de pessoas em um encontro democrático e construtivo na Universidade Federal de São João del-Rei (CAPSI-UFSJ).
O evento teve a presença marcante de Eliana Morais, importante referência na luta antimanicomial e integrante do Fórum Mineiro de Saúde Mental. Em sua fala, ela compartilhou uma trajetória de ampla atuação na área, destacando os valores do movimento que busca uma sociedade sem exclusão, pautada na substituição do modelo manicomial por uma rede de cuidado em liberdade, centrada na comunidade e no respeito à dignidade humana.
O público refletiu o caráter plural e popular do Fórum, reunindo usuários dos serviços de saúde mental de São João del-Rei e região, além de populares, professores e universitários. A integração entre comunidade e a universidade foi marcada com a participação de membros do Centro Acadêmico de Psicologia – CAPSIQUE, reforçando o compromisso das entidades estudantis com o fortalecimento da causa antimanicomial.

Mais do que um espaço de criação de vínculos, o Fórum se afirmou como um ambiente de escuta e mobilização, no qual foram levantadas reivindicações e debatidos os direitos das pessoas em sofrimento psíquico. O protagonismo foi dado àqueles que detêm o saber da vivência: os usuários dos serviços de saúde mental.
O sucesso do evento evidencia a vitalidade da Luta Antimanicomial na região, mostrando que a defesa de uma saúde mental pautada na cidadania, no respeito e na dignidade humana continua mais necessária e forte do que nunca. A iniciativa reafirmou o compromisso coletivo com a construção de uma sociedade mais justa, solidária e acolhedora para todas as pessoas em sofrimento psíquico.




Por Luigi Campos
Participar do 1º Fórum Popular de Saúde Mental em São João del-Rei foi uma experiência profundamente significativa. O evento reuniu diferentes vozes da comunidade, profissionais, usuários dos serviços de saúde mental e estudantes, fortalecendo o compromisso com a luta antimanicomial. Foi um espaço de escuta, diálogo e mobilização, onde ficou evidente a importância de uma rede de cuidado em liberdade, pautada na dignidade humana. Sentir o protagonismo dos próprios usuários e testemunhar tantas trajetórias inspiradoras reforçou em mim a certeza de que construir uma sociedade mais acolhedora e justa é um caminho coletivo. Que iniciativas como essa se multipliquem e continuem a transformar a realidade da saúde mental na nossa região.